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domingo, 6 de abril de 2014

Apartheid: 20 anos após seu fim na África do Sul, ele "sobrevive" em outros países


No Brasil e em boa parte do mundo, o preconceito de raça, cor e etnia é considerado crime. Mas o amparo da legislação não impede episódios de racismo como o da cliente que recentemente recusou ser atendida por uma profissional negra, em Brasília, ou de pessoas que não permitem negros em seus estabelecimentos e negam qualquer tipo de direito ao outro devido à sua cor.

Superar essa diferença racial foi um obstáculo importante para alguns países. Um deles em especial, a África do Sul, que durante quatro décadas adotou um regime de segregação racial que privilegiava a elite branca. O fim deste regime conhecido com o apartheid completa 20 anos em 2014 e teve como um de seus principais nomes o do ex-presidente Nelson Mandela (1918-2013).

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sábado, 5 de abril de 2014

Debates e perspectivas para a institucionalização da Lei no 10.639/2003

Coletânea de 20 vídeos que fazem parte da série "Debates e perspectivas para a institucionalização da Lei no 10.639/2003", desenvolvida pelo Programa Brasil-África: História Cruzadas, cujo objetivo é divulgar as contribuições realizadas pela UNESCO para implementar e institucionalizar a Lei no 10.639, de 2003. A série se inicia com as discussões desenvolvidas no decorrer dos eventos de lançamento da edição em português da Coleção História Geral da África da UNESCO, realizados no primeiro semestre de 2011.



Clique nos títulos para assistir aos vídeos:

Seminário em Cachoeira, Bahia, Brasil, em 2 de abril de 2011:
História da África: heranças e identidades 
Valdenir Donizette Zamparoni (12:17 min.)

Seminário em São Paulo, Brasil, em 6 de abril de 2011:
Um brasileiro no Comitê Científico Internacional para elaboração da HGA 
 Fernando de Albuquerque Mourão (31:39 min.)

Seminário em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 13 de abril de 2011:
Coleção HGA: reinvenção da história e da imagem africana 
Luis Alberto Oliveira Gonçalves (08:16 min.)

Conhecimento da geografia africana: superando preconceitos

 Renato Emerson dos Santos (23:08 min.)

História Geral da África: memória e tradição oral 

José Flávio Sombra Saraiva (15:31 min.)

Importância e fundamentos da história da diáspora africana

 Kabengele Munanga (28:23 min.)


NÃO NASCEMOS PRONTOS

Mario Sergio Cortella.

Não nascemos prontos - parte 1 


Não nascemos prontos - parte 2


Não nascemos prontos - parte 3 

Não nascemos prontos - parte 4 

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.

Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?

Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.

Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...

Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.

Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...

MARIO SERGIO CORTELLA, filósofo, professor da PUC-SP e autor de "A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos" (ed. Cortêz/ IPF), entre outros...



sexta-feira, 4 de abril de 2014

VALORES CIVILIZATÓRIOS

Valores civilizatórios
Dimensões históricas para uma educação antirracista.

As feridas da discriminação racial se exibem ao mais superficial olhar sobre a realidade do país.
Abdias Nascimento

Em linhas gerais, além de um direito social, a educação tem sido entendida como um processo de desenvolvimento humano. Como expresso nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a educação escolar corresponde a um espaço sociocultural e institucional responsável pelo trato pedagógico do conhecimento e da cultura. A princípio, estaríamos, então, trabalhando em solo pacífico, porque universalista.

No entanto, como pondera Nilma Lino Gomes, em certos momentos, “as práticas educativas que se pretendem iguais para todos acabam sendo as mais discriminatórias. Essa afirmação pode parecer paradoxal, mas, dependendo do discurso e da prática desenvolvida, pode-se incorrer no erro da homogeneização em detrimento do reconhecimento das diferenças” (GOMES, 2001, p. 86). Ao localizarmos o conceito e o processo da educação no contexto das coletividades e pessoas negras e da relação dessas com os espaços sociais, torna-se imperativo o debate da educação a serviço da diversidade, tendo como grande desafio a afirmação e a revitalização da autoimagem do povo negro.

Como linha mestra da maioria das coletividades negras, o processo de educação ocorre a todo o tempo e se aplica nos mais diversos espaços. Afora isso, em resposta à experiência histórica do período escravista, a educação apresentou-se como um caminho fértil para a reprodução dos valores sociais e/ou civilizatórios das várias nações africanas raptadas para o Brasil e de seus descendentes.

A partir do século XVI, as populações negras desembarcadas no Brasil foram distribuídas em grande quantidade nas regiões litorais, com maior concentração no que atualmente se denomina regiões Nordeste e Sudeste, cujo crescimento econômico no decorrer dos séculos XVII, XVIII e XIX foi assegurado pela expansão das lavouras de cana-de-açúcar... Esse processo garantiu aos senhores de engenho e latifundiários um grande patrimônio, enquanto, em precárias condições de vida, coube ao povo negro, em sua diversidade, criar estratégias para reverenciar seus ancestrais, proteger seus valores, manter e recriar vínculos com seu lastro histórico, a “África Genitora” (LUZ, 1997) – assim como reconstruí-la sob o espectro da resistência.

Até 1888, ano da abolição formal da escravidão no Brasil, por meio da chamada Lei Áurea, a população negra escravizada vivenciou a experiência de ter seus poucos direitos, assinalados em vários documentos oficiais, sob a tutela dos senhoras de terra e do Estado (CHALHOUB, 1990; MATTOS, 1997). No entanto, a série de barreiras forjada nesse contexto não impediu as populações negras de promover a continuidade de suas histórias e suas culturas, bem como o ensinamento de suas visões de mundo.

Nas formas individuais e coletivas, em senzalas, quilombos, terreiros, irmandades, a identidade do povo negro foi assegurada como patrimônio da educação dos afro-brasileiros. Apesar das precárias condições de sobrevivência que a população negra enfrentou e ainda enfrenta, a relação com a ancestralidade e a religiosidade africanas e com os valores nelas representados, assim como a reprodução de um senso de coletividade, por exemplo, possibilitaram a dinamicidade da cultura e do processo de resistência das diversas comunidades afro-brasileiras.

Aos 118 anos que nos separam da Lei Áurea não foram suficientes para resolver uma série de problemas decorrentes das dinâmicas discriminatórias  forjadas ao longo dos quatro séculos de regime escravocrata. Ainda hoje, permanece na ordem do dia a luta pela participação equitativa de negros e negras nos espaços da sociedade brasileira e pelo respeito à humanidade dessas mulheres e homens reprodutores e produtores de cultura. Com essa finalidade setores da sociedade civil têm atuado intensamente contra o racismo e as discriminações raciais, tomando a linguagem africano-brasileira como ancoragem e lapidando as relações sociais emergentes no entrecruzar dessa cultura com a cultura eurocêntrica da sociedade (LUZ, 1997).

Ler mais em:
Eliane Cavalleiro.

Coordenadora-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

UM CONTINENTE E DIVERSAS CULTURAS

Palestra apresentada na Faculdade de Letras da UFRJ, no Curso de Extensão intitulado "Uma África que o Brasil Não Conhece", visando apresentar e promover a diversidade cultural africana com o foco na história e na cultura, desde a sua colonização, passando pelo processo de escravidão e pela sua partilha na segunda metade do século XIX, que culminou pouco depois, com a Conferência de Berlim (1884 – 1885) que delimitou as fronteiras da África. Com essa iniciativa pretendemos facilitar reconhecimento do continente aos olhos de universitários brasileiros, permitindo uma profunda reflexão acerca do velho continente.







quarta-feira, 2 de abril de 2014

ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL PEDAGÓGICA

ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL PEDAGÓGICA
Como fator de transformação 



Arlindo Nascimento Rocha* 

“A Orientação Educacional, hoje, caracteriza-se por um trabalho muito mais abrangente, no sentido de sua dimensão pedagógica. Possui caráter mediador junto aos demais educadores, atuando com todos os protagonistas da escola no resgate de uma ação mais efetiva e de uma educação de qualidade nas escolas”. (GRINSPUN, 2002) 

RESUMO
O objetivo desse trabalho é desenvolver uma pesquisa visando o aprofundamento do conhecimento relativamente ao trabalho do Orientador Educacional e as suas implicações no cotidiano escolar dos alunos, por isso, proponho investigar e analisar sucintamente alguns aspetos sobre o processo de orientação. Assim partirei de questões fundamentais, na tentativa de melhor entender o papel do Orientador Educacional principalmente no Ensino Médio.

Assim sendo, a questão: até que ponto estará o Orientador Educacional realmente consciente do seu papel e dos seus direitos e deveres? Será meu guia para entender os diversos desdobramentos no contexto educativo, tendo em conta o papel relevante na promoção e formação da consciência, ou seja, estabelecimento da identidade pessoal do aluno e compreensão de seu relacionamento consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Este processo não pode ser considerado acabado e sim entendido como dinâmico e um constante “dever ser”. Deve despojar-se de preconceitos e subjetividade.

Palavras-chave: Orientador Educacional; Atribuições Profissionais; Pedagogia. 
Leia mais em: 

*Diplomado em Pedagogia, Graduado em Filosofia, Pós-graduando em Administração, Supervisão e Orientação Educacional. 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Quais as causas das guerras civis na Africa?



A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territórios africanos intensifica-se. A partilha da África tem início, de fato, com a Conferência de Berlim (1884), que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propuseram para não invadirem áreas ocupadas por outras potências. 

Os únicos países africanos que não foram colônias foram a Etiópia (que apenas foi brevemente invadida pela Itália, durante a Segunda Guerra Mundial) e a Libéria, que tinha sido recentemente formada por escravos libertos dos Estados Unidos da América. 

No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha é feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano, tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas. 

No fim do século XIX, início do XX, muitos países europeus foram até a África em busca das riquezas presentes no continente. Esses países dominaram as regiões de seu interesse e entraram em acordo para dividir o continente. Porém os europeus não cuidaram com a divisão correta das tribos africanas, gerando assim muitas guerras internas...

TENDENCIAS PEDAGÓGICAS



TENDÊNCIA CRÍTICO SOCIAL DOS CONTEÚDOS

Surgimento
Da pedagogia crítico social dos conteúdos Surgiu no final dos anos 70 e inicio dos anos 80;
Como surgiu?
Surgiu como a reação de alguns educadores que não aceitaram a pouca relevância que a pedagogia libertadora dá ao aprendizado do chamado “saber elaborado”. A tarefa principal é a difusão de conteúdos (...) mas não qualquer conteúdo, e sim, de conteúdos contextualizados:
Objetivos:
Trabalhar conteúdos escolares que tenham relevância na vida dos alunos;
Buscar o papel transformador da escola na sociedade;
Promover a difusão de conteúdos indissociáveis das realidades sociais;
Propiciar ao alunado a emancipação e participação ativa no processo ensino-aprendizagem.
“Um conteúdo não pode se dissociar da realidade social, porque a escola é parte integrante da sociedade, portanto, “agir dentro dela é também agir no rumo da transformação”  (LIBÂNEO, 1992:39).
Parte da análise reflexiva e crítica do contexto sociocultural;
Faz a articulação entre educador-educando, e utiliza os meios para apreensão crítica dos conteúdos, permitindo a apropriação da cultura popular; Considera-se os conteúdos de ensino como ponto central para se propor uma pedagogia coerente com a realidade do aluno; Traz uma crítica ao sistema de produção vigente na sociedade, porém, encontra resistência da classe dominante.
Cinco passos metodológicos
1) PRÁTICA SOCIAL INICIAL
Ponto de partida de todo o trabalho docente.
Evidencia que a prática social é comum a professores e alunos.
Consiste no primeiro contato que o aluno mantém com o conteúdo trabalhado pelo professor.
2) PROBLEMATIZAÇÃO
Constitui o elo entre a prática e a instrumentalização.
 “Trata-se de detectar que questões que precisam ser resolvidas no âmbito da prática social e, que conhecimento é necessário dominar” (Saviani, 1999, p.80).
3) CATARSE
Parte da síncrese inicial à síntese;
Formas de pensar e agir produzidas histórica e socialmente, incorporadas pelo indivíduo que as utiliza de forma natural, mas na verdade resultam de um longo processo educativo.
4) INSTRUMENTALIZAÇÃO
Consiste na apreensão, “dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social; Trata-se da apropriação pelas camadas populares de ferramentas culturais necessárias à luta que travam diuturnamente para se libertar das condições de exploração em que vivem.
5) PRÁTICA SOCIAL FINAL
A prática social inicial e final é a mesma, embora não o seja. É a mesma enquanto se constitui “o suporte e o contexto, o pressuposto e o alvo, o fundamento e a finalidade da prática pedagógica”; Não é a mesma, se considerarmos que o modo de nos situarmos em seu interior se alterou qualitativamente pela mediação da ação pedagógica...”. Saviani (1999, p.82),
Modelo que deriva de uma concepção que articula educação e sociedade
Parte da constatação de que a sociedade em que vivemos é dividida em classes com interesses opostos.
Cada tendência pedagógica percebe a escola, o aluno, professor, os conteúdos, a postura pedagógica o método, a sociedade, a avaliação de maneira diferenciada;
Síntese das concepções segundo o enfoque da TCSC:
Papel da escola; o aluno; o professor; os conteúdos; a sociedade; a postura da pedagogia; o método; pressupostos;
Papel de escola:
Garantir a apropriação critica do conhecimento, tornando-o uma arma de luta.
Preparar o aluno para a vida adulta e suas contradições, através da aquisição de conteúdos e da socialização; Ela é parte integrante do todo social, e exerce "uma atividade mediadora no seio da prática social”
Aluno:
Pessoa concreta que determina e é determinada pelo social, político e individual (sua própria história). O aluno participa na construção da sua aprendizagem com suas experiências adquiridas no contexto social;
Professor:
É um intelectual, o educador que direciona e conduz o processo ensino-aprendizagem.O mediador entre a realidade social e os conteúdos 
A sociedade
Deve apropriar-se do saber, através do método dialético, responsável pelo confronto entre as experiências pessoais e o conteúdo transmitido, e pela reflexão e práxis pode ser transformada.
Os conteúdos:
São culturais e universais que se constituíram em conhecimentos autônomos. Não basta que eles sejam apenas ensinados, é preciso que se liguem de forma indissociável.
A Postura da Pedagogia:
Assume-se o saber como tendo um conteúdo objetivo, mas ao mesmo tempo "introduz" a possibilidade de uma reavaliação crítica frente a este conteúdo.
O método:
Devem favorecer a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos.
Os pressupostos:
O aluno se reconhece nos conteúdos e modelos sociais apresentados pelo professor e o conhecimento novo se apoia numa estrutura cognitiva já existente.
Avaliação:
Preocupação com a superação do senso-comum para obtenção da consciência crítica; Acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais; Admite que o princípio da aprendizagem significativa, parte do que o aluno já sabe. Não basta abordar somente os conteúdos atuais, é necessário ter o domínio de conhecimentos, competências e habilidades amplas para que os alunos possam interpretar experiências e defender seus interesses, tendo em conta que:
 A sociedade – é um placo de conflitos e contradições gerados pelas relações estabelecidas entre grupos e classes sociais com interesses diferentes.
 O Homem – é um ser situado num mundo material, concreto e social, onde cabe transformar , através do conhecimento.
O Conhecimento – é inseparável da pratica social, resulta de trocas entre o sujeito e o meio natural, social e cultural. Não é o acúmulo de informação, é sim uma reelaboração mental que se traduz na ação social.
Educação - acontece na sociedade, mas tem como lugar privilegiado, a escola. Através dela  eleva-se a consciência e prepara o aluno para a vida adulta, fornecendo conhecimentos, através de conteúdos, para uma participação ativa na sociedade.
 Escola – é um instrumento de lutas das camadas populares, propiciando de forma sistemática, o acesso ao saber historicamente acumulando e reavaliado frente às realidades sociais.
Conteúdos de ensino – são culturais, universais, incorporados pela humanidade, porém reavaliados face às realidades sociais. O objetivo principal é conscientizar e emancipar o aluno através da participação ativa; O pensamento dedutivo é utilizado, para observar os diferentes aspectos da questão estudada; Utiliza-se o pensamento divergente para questionar e detectar a origem dos problemas; Utiliza-se o conhecimento da realidade do aluno para solucionar problemas; Promove um processo de aprendizagem não-alienante, e permite ao aluno a argumentação e a estruturação do pensamento relacionando o real com o ideal.




CRIANDO ESPETADORES EMANCIPADOS


Arlindo Nascimento Rocha

 “Há dentro deste processo que é a representação teatral, dentro desse acontecimento de múltiplos personagens, um personagem chave mesmo que não apareça em cena e pareça nada produzir: O espectador. Ele é o destinatário do discurso verbal e cênico, o receptor dentro do processo de comunicação, o rei da festa; mas ele é também o sujeito de um fazer, o artesão de uma prática que se articula perpetuamente com as práticas cênicas.” (UBERSFELD,1981, pg. 303) 

RESUMO
Historicamente o espectador sempre foi visto como uma figura passiva dentro da teoria teatral. Atualmente, continua sendo visto como um receptor passivo, fascinado pela aparência e conquistado pela empatia que o faz identificar-se com as personagens de um espetáculo. Porém, outras teorias demonstram que a capacidade perceptiva não é puramente recepção passiva, mas também atividade.


Assim apoiando nas ideias de Antonin Artaud (1896 /1948), Friedrich Brecht (1898 /1956) defensores das iniciativas modernas da reforma do teatro e de Jacques Rancière (1940), que através das suas obras, “O Espectador Emancipado”, e o “Mestre Ignorante”, pretendemos refletir sobre ideias ultrapassadas sobre o teatro, o espectador e a educação.


Meu objetivo último, não é coletar ou forjar receitas e soluções, mas sim dar continuidade ao debate contemporâneo sobre a importância de emancipação do espectador, como processo de libertação do fascínio que aniquila e aliena sua capacidade crítica e reflexiva diante dum espetáculo.
Palavra chave: Teatro, espectador, espetáculo, emancipação, crítica reflexiva



Leia mais em:
 http://www.webartigos.com/artigos/criando-espectadores-emancipados/117357/#ixzz2xeQEtt63

Relações étnico-raciais

O papel da UNESCO para a superação da discriminação racial no Brasil.

A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde sua fundação, declara que elucidar a contribuição dos diversos povos para a construção da civilização, seria um meio de favorecer a compreensão sobre a origem dos conflitos, do preconceito, da discriminação e da segregação raciais que assolam o mundo. Com essa concepção, a UNESCO no Brasil vem contribuindo com as diversas instâncias do governo, da sociedade civil organizada e da academia, na elaboração e no desenvolvimento de ações que possam respeitar as diferenças e promover a luta contra as distintas formas de discriminação, entre elas, a étnico-racial.

A atuação, em diferentes frentes áreas e temáticas, possibilitam que a UNESCO, ao longo de sua história, acumule sólida experiência. A abordagem transversal e as ações intersetoriais, têm sido priorizadas como um método rico e eficaz para o reconhecimento da diversidade étnico-racial e cultural que constitui a sociedade brasileira e também, para  a consolidação de um país promotor de igualdade de direitos.  

Ações importantes em prol das relações étnico-raciais:
Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas: promove a importância da interseção das histórias brasileira e africana.
Coleção História Geral da África em Português: pretende disseminar uma nova visão sobre o continente africano para os brasileiros a fim de mostrar à sociedade que a história da África não está confinada ao tráfico de escravos e à pobreza.

Eventos sobre a História Geral da África no Brasil - celebrações do Ano Internacional dos Afrodescendentes
Programa Rota do Escravo: consiste num instrumento para a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância desse patrimônio histórico, facilitando assim sua integração no desenvolvimento da identidade nacional.
FONTE: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/social-and-human-sciences/ethnic-and-racial-relations/#c155019