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domingo, 26 de outubro de 2014

Coleção Grandes Educadores - PIAGET





Jean Piaget (1896-1980) foi o nome mais influente no campo da educação durante a segunda metade do século 20, a ponto de quase se tornar sinônimo de pedagogia. Não existe, entretanto, um método Piaget, como ele próprio gostava de frisar. Ele nunca atuou como pedagogo. Antes de mais nada, Piaget foi biólogo e dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente a criança. 

Do estudo das concepções infantis de tempo, espaço, causalidade física, movimento e velocidade, Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética - isto é, uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança. Segundo ele, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.



Aprendizado e Desenvolvimento: um processo Sócio - Histórico - Marta Koh...



O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) morreu há mais de 70 anos, mas sua obra ainda está em pleno processo de descoberta e debate em vários pontos do mundo, incluindo o Brasil. "Ele foi um pensador complexo e tocou em muitos pontos nevrálgicos da pedagogia contemporânea", diz Teresa Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Ela ressalta, como exemplo, os pontos de contato entre os estudos de Vygotsky sobre a linguagem escrita e o trabalho da argentina Emilia Ferreiro, a mais influente dos educadores vivos.

A parte mais conhecida da extensa obra produzida por Vygotsky em seu curto tempo de vida converge para o tema da criação da cultura. Aos educadores interessa em particular os estudos sobre desenvolvimento intelectual. Vygotsky atribuía um papel preponderante às relações sociais nesse processo, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo.




Coleção Grandes Educadores - Henri Wallon



Falar que a escola deve proporcionar formação integral (intelectual, afetiva e social) às crianças é comum hoje em dia. No início do século passado, porém, essa idéia foi uma verdadeira revolução no ensino. Uma revolução comandada por um médico, psicólogo e filósofo francês chamado Henri Wallon (1879-1962). Sua teoria pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e erudição eram o máximo em termos de construção do conhecimento. 

Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino". 

As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino.



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

EDUCAÇÃO E AUTO-CONHECIMENTO


Educação e Auto-Conhecimento



Arlindo Nascimento Rocha

“Se a sociedade nos abandona, a solidão é tratável, mas se nós, mesmos nos abandonamos, ela é quase incurável.” A.Cury.


É comum as pessoas interrogarem sobre a responsabilidade da educação dos filhos/alunos. Pais ausentes muitas vezes responsabilizam a escola pela boa ou má educação dos filhos, e, por sua vez, as escolas se defendem com certa razão de que a educação começa em casa, então, é tarefa dos pais e da família, educar os filhos, cabendo à escola a tarefa de transmitir conhecimentos. Não querendo corroborar com nenhuma dessas teses, pessoalmente, acho que a responsabilidade da educação é de todos, família, escola e sociedade. A educação começa na família e continua tanto na escola bem como a sociedade, mediante o estabelecimento de relações interpessoais significativas. A escola deve ser vista como um complemento da educação familiar.

Não podemos continuar loteando nossos filhos, por isso, pais, educadores e a sociedade têm responsabilidades sobre o futuro emocional, social e intelectual dos mesmos, excluindo assim, a pretensão de alguns pais em terceirizar a educação dos filhos, atribuindo à escola uma responsabilidade que também é deles.

Muitos pais perderam o respeito e a capacidade de educar porque não entendem os comportamentos espontâneos dos seus filhos. Muitos querem ensinar seus filhos a serem pacientes, mas eles mesmos são impulsivos, ou ensiná-los a ser flexíveis quando eles mesmos são engessados e rígidos. O exemplo não é só uma boa forma de educar, é a mais poderosa e eficiente. O exemplo grita muito mais que as palavras... Devemos plantar janelas light objetivando contribuir para a formação de mentes livres e emocionalmente saudáveis.     

Porém, como e sabido, a educação clássica ensina aos alunos, desde a pré-escola à pós-graduação, milhões de informações sobre o mundo e que vivemos, mas, não ensina quase nada sobre os fenômenos que nos tornam seres pensantes.  Com as devidas exceções, homens e mulheres com diplomas nas mãos, sem proteção emocional, sem a capacidade reflexiva e questionadora, passivos, sem habilidades para lidar com perdas e frustrações, sem capacidade mínima de filtrar estímulos estressantes e de ser líderes de si mesmos.

Um dos grandes desafios da educação do sec. XX deveria estar embasada em práticas que levassem a descoberta e ao entendimento do próprio “eu”, e dos seus papeis fundamentais. Porém, cotidianamente, usamos a palavra “eu” sem ter a compreensão a sua verdadeira dimensão, suas habilidades e funções vitais.

Segundo A. Cury existem pelo menos vinte e cinco papéis vitais que ajudam a desenvolver e a honrar a condição de homo sapiens, ou seja, um ser pensante.

Na impossibilidade de fazer uma listagem exaustiva desses vinte e cinco papéis, elucidarei alguns, não por serem os mais importantes, mas pela sua pertinência, começando pela: “capacidade de criar pontes, ou, seja, saber que toda a mente é um cofre, que não há mentes impenetráveis, mas chaves erradas; aprender a dialogar e a transferir o capital das experiências, e não apenas comentar o trivial; reciclar a influência do sistema social que nos torna meros números no tecido social, e não seres humanos complexos, desenvolver o altruísmo, solidariedade e tolerância inclusive conseguem mesmo; gerenciar a lei do menos e do maior esforço e educar-se com todas as vinte e quatro funções mais complexas da inteligência, para desenvolver a mais notável delas: ser o autor da sua própria história ou gestor da sua mente”.

Para o desenvolvimento dessas habilidades, a mediação do professor torna-se indispensável, que segundo Cury, são os profissionais mais importantes e ao mesmo tempo desvalorizados, o que tem levado o sistema educativo mundial a um estado agonizante, formando alunos imaturos e despreparados para serem líderes de si mesmos numa sociedade digital.

Ainda estamos presos a uma educação clássica em que o “eu” não é organizado, treinado e preparado para ser gestor psíquico, torna-se um mero realizador de tarefas: “eu fiz, eu faço, eu farei” ou “eu desejei, eu desejo, eu desejarei”, esse tipo de “eu” é imaturo e serviçal, sujeito a obedecer  ordens, sem consciência de seus papéis essenciais, contrariamente ao “eu” saudável inteligente, autônomo, autoconsciente e autocrítico.    

No se livro “Ansiedade: como enfrentar o mal do século”, A. Cury, explicita os seis tipos de eu: o eu gerente, que engloba as pessoas que aprenderam a gerenciar seus pensamentos e a exercer a arte de questionar, de duvidar dos pensamentos perturbadores, que critica as falsas crenças e determina ou decide estrategicamente onde quer chegar; o eu viajante ou desconectado, que engloba as pessoas que perderam os parâmetros a realidade, vivendo assim, imersos em seu psiquismo, pensando, imaginando e fantasiando; o eu flutuante, que são as pessoas que não tem ancora, segurança, estabilidade, clareza sobre onde está e onde quer chegar, não tendo a capacidade de exercer a capacidade de escolha autônoma e consciente, enfim, são pessoas que casam transtorno nas próprias relações, e perturbam a tranquilidade dos outros; o eu engessado, que são pessoas rígidas, fechadas, inflexíveis que vivem entediados e entediando seus íntimos. Defendem radicalmente suas convicções e não abre espaço para respeitar o diferente; o eu autossabotador, que são pessoas que vão contra a liberdade, conspira contra o seu prazer de viver, sua tranquilidade e seu êxito profissional e social. Um eu que sabota sua própria felicidade, pode ser ótimo para outros, mas péssimo para si próprio pode ser tolerante com os amigos, mas implacável consigo mesmo e raramente se dá uma nova chance, e, finalmente, o eu acelerado, onde estão incluídos um grande número de pessoas em todo mundo, em todas as sociedade modernas, de crianças a idosos que se entulham de informações, atividades e preocupações, fato que levou ao aparecimento da Síndrome do Pensamento Acelerado, que se tornou o grande mal do século, gerando péssima qualidade de vida, insatisfação crônica, retração da criatividade, doenças psicossomáticas, transtorno nas reações interpessoais, e consequentemente transtornos na relação consigo mesmo.             

Apesar da postura do eu revelar níveis de criatividade, maturidade, racionalidade, resiliência, capacidade de se adaptar as mudanças, de proteger a psique e de superar conflitos, não podemos esquecer de que, tanto na psiquiatra, bem como na psicóloga e na pedagogia, aliás, como em qualquer outra ciência que tenha como objeto de estudo o homem e o seu comportamento, nada é imutável.

Por isso, jamais podemos esquecer de que não existem soluções mágicas, então é necessária uma nova agenda para formar núcleos de habitação do eu. São necessários exercícios de educação diários para nos fortalecer mentalmente e preparar para novos desafios e novas conquistas.

Referencia:
CURY, Augusto “Ansiedade, Como Enfrentar o Mal do Século”: A síndrome do pensamento Acelerado: como e porque a humanidade, adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos Augusto Cury. 1. ed. São Paulo: Saraiva 2014


EDUCAÇÃO E AUTO-CONHECIMENTO





Arlindo Nascimento Rocha

                                                           Filosofia: http://blaisepascalogenio.blogspot.com.br/
                                          Educação: http://docenteinovador.blogspot.com.br/

  


Educação e Auto-conhecimento.

“Se a sociedade nos abandona, a solidão é tratável, mas se nós, mesmos nos abandonamos, ela é quase incurável.” A.Cury.


É comum as pessoas interrogarem sobre a responsabilidade da educação dos filhos/alunos. Pais ausentes muitas vezes responsabilizam a escola pela boa ou má educação dos filhos, e, por sua vez, as escolas se defendem com certa razão de que a educação começa em casa, então, é tarefa dos pais e da família, educar os filhos, cabendo à escola a tarefa de transmitir conhecimentos. Não querendo corroborar com nenhuma dessas teses, pessoalmente, acho que a responsabilidade da educação é de todos, família, escola e sociedade. A educação começa na família e continua tanto na escola bem como a sociedade, mediante o estabelecimento de relações interpessoais significativas. A escola deve ser vista como um complemento da educação familiar. 

Não podemos continuar loteando nossos filhos, por isso, pais, educadores e a sociedade têm responsabilidades sobre o futuro emocional, social e intelectual dos mesmos, excluindo assim, a pretensão de alguns pais em terceirizar a educação dos filhos, atribuindo à escola uma responsabilidade que também é deles. 

Muitos pais perderam o respeito e a capacidade de educar porque não entendem os comportamentos espontâneos dos seus filhos. Muitos querem ensinar seus filhos a serem pacientes, mas eles mesmos são impulsivos, ou ensiná-los a ser flexíveis quando eles mesmos são engessados e rígidos. O exemplo não é só uma boa forma de educar, é a mais poderosa e eficiente. O exemplo grita muito mais que as palavras... Devemos plantar janelas light objetivando contribuir para a formação de mentes livres e emocionalmente saudáveis.   
   
Porém, como e sabido, a educação clássica ensina aos alunos, desde a pré-escola à pós-graduação, milhões de informações sobre o mundo e que vivemos, mas, não ensina quase nada sobre os fenômenos que nos tornam seres pensantes.  Com as devidas exceções, homens e mulheres com diplomas nas mãos, sem proteção emocional, sem a capacidade reflexiva e questionadora, passivos, sem habilidades para lidar com perdas e frustrações, sem capacidade mínima de filtrar estímulos estressantes e de ser líderes de si mesmos.

Um dos grandes desafios da educação do sec. XX deveria estar embasada em práticas que levassem a descoberta e ao entendimento do próprio “eu”, e dos seus papeis fundamentais. Porém, cotidianamente, usamos a palavra “eu” sem ter a compreensão a sua verdadeira dimensão, suas habilidades e funções vitais. 

Segundo A. Cury existem pelo menos vinte e cinco papéis vitais que ajudam a desenvolver e a honrar a condição de homo sapiens, ou seja, um ser pensante. 

Na impossibilidade de fazer uma listagem exaustiva desses vinte e cinco papéis, elucidarei alguns, não por serem os mais importantes, mas pela sua pertinência, começando pela: “capacidade de criar pontes, ou, seja, saber que toda a mente é um cofre, que não há mentes impenetráveis, mas chaves erradas; aprender a dialogar e a transferir o capital das experiências, e não apenas comentar o trivial; reciclar a influência do sistema social que nos torna meros números no tecido social, e não seres humanos complexos, desenvolver o altruísmo, solidariedade e tolerância inclusive conseguem mesmo; gerenciar a lei do menos e do maior esforço e educar-se com todas as vinte e quatro funções mais complexas da inteligência, para desenvolver a mais notável delas: ser o autor da sua própria história ou gestor da sua mente”.

Para o desenvolvimento dessas habilidades, a mediação do professor torna-se indispensável, que segundo Cury, são os profissionais mais importantes e ao mesmo tempo desvalorizados, o que tem levado o sistema educativo mundial a um estado agonizante, formando alunos imaturos e despreparados para serem líderes de si mesmos numa sociedade digital. 

Ainda estamos presos a uma educação clássica em que o “eu” não é organizado, treinado e preparado para ser gestor psíquico, torna-se um mero realizador de tarefas: “eu fiz, eu faço, eu farei” ou “eu desejei, eu desejo, eu desejarei”, esse tipo de “eu” é imaturo e serviçal, sujeito a obedecer  ordens, sem consciência de seus papéis essenciais, contrariamente ao “eu” saudável inteligente, autônomo, autoconsciente e autocrítico.    

No se livro “Ansiedade: como enfrentar o mal do século”, A. Cury, explicita os seis tipos de eu: o eu gerente, que engloba as pessoas que aprenderam a gerenciar seus pensamentos e a exercer a arte de questionar, de duvidar dos pensamentos perturbadores, que critica as falsas crenças e determina ou decide estrategicamente onde quer chegar; o eu viajante ou desconectado, que engloba as pessoas que perderam os parâmetros a realidade, vivendo assim, imersos em seu psiquismo, pensando, imaginando e fantasiando; o eu flutuante, que são as pessoas que não tem ancora, segurança, estabilidade, clareza sobre onde está e onde quer chegar, não tendo a capacidade de exercer a capacidade de escolha autônoma e consciente, enfim, são pessoas que casam transtorno nas próprias relações, e perturbam a tranquilidade dos outros; o eu engessado, que são pessoas rígidas, fechadas, inflexíveis que vivem entediados e entediando seus íntimos. Defendem radicalmente suas convicções e não abre espaço para respeitar o diferente; o eu autossabotador, que são pessoas que vão contra a liberdade, conspira contra o seu prazer de viver, sua tranquilidade e seu êxito profissional e social. Um eu que sabota sua própria felicidade, pode ser ótimo para outros, mas péssimo para si próprio pode ser tolerante com os amigos, mas implacável consigo mesmo e raramente se dá uma nova chance, e, finalmente, o eu acelerado, onde estão incluídos um grande número de pessoas em todo mundo, em todas as sociedade modernas, de crianças a idosos que se entulham de informações, atividades e preocupações, fato que levou ao aparecimento da Síndrome do Pensamento Acelerado, que se tornou o grande mal do século, gerando péssima qualidade de vida, insatisfação crônica, retração da criatividade, doenças psicossomáticas, transtorno nas reações interpessoais, e consequentemente transtornos na relação consigo mesmo.             

Apesar da postura do eu revelar níveis de criatividade, maturidade, racionalidade, resiliência, capacidade de se adaptar as mudanças, de proteger a psique e de superar conflitos, não podemos esquecer de que, tanto na psiquiatra, bem como na psicóloga e na pedagogia, aliás, como em qualquer outra ciência que tenha como objeto de estudo o homem e o seu comportamento, nada é imutável. 

Por isso, jamais podemos esquecer de que não existem soluções mágicas, então é necessária uma nova agenda para formar núcleos de habitação d eu. São necessários exercícios de educação diários para nos fortalecer mentalmente e preparar para novos desafios e novas conquistas.

Referencia:
CURY, Augusto “Ansiedade, Como Enfrentar o Mal do Século”: A síndrome do pensamento Acelerado: como e porque a humanidade, adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos Augusto Cury. 1. ed. São Paulo: Saraiva 2014


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO


“(...) Quem não vence sem riscos triunfa sem dignidade”
A.Cury.


Síndrome do Pensamento Acelerado
(SPA)


Nessa sociedade fast-food, onde tudo é rápido e pronto, alteramos perigosamente o ritmo da construção do pensamento. O mesmo fenômeno que nos libertou pode produzir graves prisões, entre elas medo, ódio e dependência. Seremos uma espécie de doentes que pouco honra a arte de pensar. Não fomos equipados educacionalmente para atuar como gerenciadores da psique, ou seja, para pensar. 

Augusto Cury inaugura o primeiro capítulo do seu livro “Ansiedade” como enfrentar o mal do século, com a seguinte questão: Qual é o mal do século? Muitos não hesitam em responder que seria a violência, as drogas, a depressão... Porém, segundo Augusto Cury é a (SPA) Síndrome do pensamento Acelerado, que atinge mais de 80 % dos indivíduos de todas as idades, de alunos a professores, de intelectuais a iletrados, de médicos a pacientes. Estamos no apogeu de medicina e da psiquiatria, mas nunca estivemos tão doentes!

Segundo Augusto Cury, existe muitas confusões no que tange a diagnósticos erados de psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos ao observarem crianças e adolescentes agitados, inquietos, com dificuldade de concentração e rebeldes nas normas sociais atribuindo-lhes o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e  hiperatividade, quando na verdade a grande maioria são vítimas da Síndrome do Pensamento Acelerado. Essa síndrome produz sintomas semelhantes aos da hiperatividade, porém, suas causas são diferentes.

Na hiperatividade há um fundo genético, enquanto que a SPA a inquietação é construída pouco a pouco, ao longo dos anos. Entre as causas da SPA nas crianças está no excesso de estimulação, de brinquedos, de atividades, de informação. Nesses casos é possível corrigir ou “desacelerar” inicialmente a criança com SPA através do desenvolvimento de atividades mais lentas e lúdicas, como ouvir música tranquila, tocar instrumentos, praticar esportes, fazer teatro.   

Apesar dos professores serem profissionais mais importantes de uma sociedade, o sistema educacional, está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade estressante, pois leva os alunos, da pré-escola à pós-graduação, a conhecer milhões de dados sobre o mundo e que estamos, mas quase nada sobre o mundo que somos.

E educação raramente auxilia os alunos a desenvolverem as ferramentas básicas para aprenderem desde a mais tenra idade, a filtrar os estímulos estressantes, proteger a emoção, gerenciar seus pensamentos, pensar antes de agir, ser resilientes e, desse modo preparar o Eu gestor psíquico para lidar com a SPA. Segundo Cury, é comum afirmarmos que estamos na era do conhecimento, da democratização de informações, mas nunca produzimos tantos repetidores de informações, em vez de pensadores.


 Especialistas dizem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade. As pessoas mais vulneráveis geralmente são aquelas que são avaliadas constantemente por conta das suas obrigações profissionais, não podendo desligar um minuto sequer, caso contrário o trabalho é comprometido. As possíveis causas nos adultos são, além dessa ansiedade devido à pressão profissional, o excesso de informações às quais somos submetidos durante o dia, condição considerada normal nos dias de hoje.

Referencia:
CURY, Augusto "Ansiedade, Como Enfrentar o Mal do Século": A síndrome do pensamento Acelerado: como e porque a humanidade, adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos Augusto Cury. 1. ed. Sâo Paulo: Saraiva 2014

Arlindo Nascimento Rocha. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CURRÍCULO ESCOLAR "Uma visão histórica da evolução do conceito de Currículo Escolar"


Arlindo Nascimento Rocha



“Quando questões fundamentais de currículo não são dirigidas por educadores, os caprichos econômicos ou políticos formam o caminho e as práticas educacionais são governadas à revelia.” (Schubert, 1986, p.1)


Resumo
O currículo escolar é a base para o planejamento da prática pedagógica, dos professores, como também o compromisso para com os alunos, por isso, torna-se necessário investigar e refletir sobre questões de natureza teórica que norteiam a construção de um determinado currículo escolar.
Meu objetivo com esse trabalho é fazer uma investigação sobre o Currículo Escolar e suas principais perspectivas traçando um panorama histórico, e as várias facetas que se manifestaram na escola e no processo de ensino-aprendizagem ao longo dos anos, bem como o reflexo na construção da cidadania.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O ENSINO DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Uma reflexão necessária para uma melhor docência



 “O que justifica a presença da filosofia como disciplina no Ensino Médio é a oportunidade que ela oferece aos jovens estudantes de desenvolverem um pensamento critico e autônomo. Em outras palavras, a filosofia permite que eles experimentem um pensar por si mesmos.” Sílvio Gallo.






Arlindo Nascimento Rocha


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O PAI DA DIDÁTICA

Comênio, pensador tcheco do século XVII, defendeu o ensino de “tudo para todos” e fundamentou um método para ensinar e aprender.


“Didática significa arte de ensinar.” Este é o grande e solene anúncio de Comênio na saudação que faz aos leitores em Didática Magna, um tratado da arte universal de ensinar tudo a todos. Como um pensador atento a seu tempo, reúne nesta obra sua proposta metodológica que as escolas deveriam seguir no processo de ensino e de aprendizagem.

Trata-se de uma expressão e uma resposta aos desafios sociais e educacionais do século XVII, em que se vivia a passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Tudo estava em processo de mudança. Surgiam gradativamente uma nova forma de trabalho, a ciência, a filosofia, a literatura e a educação; realizavam-se grandes viagens; novas terras eram descobertas; tudo se universalizava. 

Tornava-se necessário que todas essas conquistas sociais e científicas passassem a ser parte do conhecimento escolar. Isso somente poderia acontecer se houvesse um processo pedagógico-didático que fosse do mesmo tamanho dos novos inventos universais humanos.

Comênio preocupou-se em apresentar os fundamentos sobre os quais se pudesse edificar um método de ensinar e de aprender com tal segurança que seria impossível não obter bons resultados. Esse método devia ter um fundamento tão sólido que conduzisse, com certeza e sem erro, ao progresso intelectual...



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

RESPONSABILIDADE DE GRUPOS “Responsabilidade Geral e Individual”

“A Sociedade do futuro será sustentada por dois pilares: Responsabilidade e Respeito. Nenhuma Constituição, nenhum Código, nenhuma Lei ou Regra precisará existir se esses pilares forem assumidos. Responsabilidade é o atendimento daquilo que esperam do papel que você assumiu. Respeito é não ultrapassar os seus limites e aceitar os dos outros”.
Alvaro Granha Loregian

Artigo completo no seguinte endereço eletrônico: