"O homem não é um ser-substância de quem poderíamos descrever e coisificar as atitudes comportamentais. Não é um ser estático e acabado, cujo comportamento teria o privilégio de assemelhar-se à sua essência, isto é, a uma definição de seu ser inscrita na "natureza humana". Porque antes de constituir um ente como outro qualquer, o homem é um existente que se constrói constantemente por sua presença no mundo: é um ser histórico, em devir, que sempre se coloca em questão". JAPIASSU, Hilton.
Sócrates (c.470-399 a.C.) nada deixou escrito, e teve
suas idéias divulgadas por dois de seus principais discípulos, Xenofonte e
Platão. Evidentemente, devido ao brilho deles, é de se supor que nem sempre
fossem realmente fiéis ao pensamento do mestre. Nos diálogos que Platão
escreveu, Sócrates figura sempre como o principal interlocutor.
Mesmo tendo sido incluído muitas vezes entre os sofistas,
Sócrates recusava tal classificação, e opunha-se a eles de forma crítica. Sócrates se indispôs com os poderosos do
seu tempo, sendo acusado de não crer nos deuses da cidade e corromper a
mocidade. Por isso foi condenado e morto.
Costumava conversar com todos, fossem velhos ou moços,
nobres ou escravos, preocupado com o método do conhecimento. Sócrates parte do
pressuposto "só sei que nada sei", que consiste justamente na
sabedoria de reconhecer a própria ignorância, ponto de partida para a procura
do saber.
Por isso seu método começa pela parte considerada
"destrutiva", chamada ironia (em grego, perguntar"). Nas
discussões afirma inicialmente nada saber, diante do oponente que se diz
conhecedor de determinado assunto. Com hábeis perguntas, desmonta as certezas
até o outro reconhecer a ignorância. Parte então para a segunda etapa do
método, a maiêutica (em grego, "parto"). Dá esse nome em homenagem a
sua mãe, que era parteira, acrescentando que, se ela fazia parto de corpos, ele
"dava à luz" idéias novas.
Sócrates, por meio de perguntas, destrói o saber
constituído para reconstruí-lo na procura da definição do conceito. Esse
processo aparece bem ilustrado nos diálogos relatados por Platão, e é bom
lembrar que, no final, nem sempre Sócrates tem a resposta: ele também se põe em
busca do conceito e às vezes as discussões não chegam a conclusões definitivas.
As questões que Sócrates privilegia são as referentes à
moral, daí perguntar em que consiste a coragem, a covardia, a piedade, a
justiça e assim por diante.
Diante de diversas manifestações de coragem, quer saber o
que é a "coragem em si", o universal que a representa. Ora, enquanto
a filosofia ainda é nascente, precisa inventar palavras novas, ou usar as antigas
dandolhes sentido diferente. Por isso Sócrates utiliza o termo logos, que na
linguagem comum significava "palavra", "conversa", e que no
sentido filosófico passa a significar "a razão que se dá de algo", ou
mais propriamente, conceito.
Assim explica García Morente: "O que os geômetras
dizem de uma figura, do circulo, por exemplo, para defini-lo, é o logos do
circulo, é a razão dada do círculo.
Do mesmo modo, o que Sócrates pede com afã aos cidadãos
de Atenas é que lhes dêem o logos da justiça, o logos da coragem. (...) Pois
que é este logos senão o que hoje denominamos conceito"? Quando Sócrates
pede o logos, quando pede que indiquem qual é o logos da justiça, que é a
justiça, o que pede é o conceito da justiça, a definição da justiça".
ARANHA, Maria Lúcia Arruda de. Filosofando: Introdução á filosofia. São Paulo 1993.
Os historiadores da
Filosofia dizem que ela possui data e local de nascimento: final do século VII
e início do século VI antes de Cristo, nas colônias gregas da Ásia Menor
(particularmente as que formavam uma região denominada Jônia), na cidade de
Mileto. E o primeiro filósofo foi Tales de Mileto.
Além de possuir data
e local de nascimento e de possuir seu primeiro autor, a Filosofia também
possui um conteúdo preciso ao nascer: é uma cosmologia. A palavra cosmologia é
composta de duas outras: cosmos, que significa mundo ordenado e organizado e logia,
que vem da palavra logos, que significa pensamento racional, discurso racional,
conhecimento. Assim, a Filosofia nasce como conhecimento racional da ordem do
mundo ou da Natureza, donde, cosmologia. Apesar da segurança
desses dados, existe um problema que, durante séculos, vem ocupando os
historiadores da Filosofia: o de saber se a Filosofia - que é um fato especificamente
grego - nasceu por si mesma ou dependeu de contribuições da sabedoria oriental
(egípcios, assírios, persas, caldeus, babilônios) e da sabedoria de
civilizações que antecederam à grega, na região que, antes de ser a Grécia ou a
Hélade, abrigara as civilizações de Creta, Minos, Tirento e Micenas. Durante muito tempo,
considerou-se que a Filosofia nascera por transformações que os gregos operaram
na sabedoria oriental (egípcia, persa, caldéia e babilônica). Assim, filósofos
como Platão e Aristóteles afirmavam a origem oriental da Filosofia.
Os gregos,
diziam eles, povo comerciante e navegante, descobriram, através das viagens, a
agrimensura dos egípcios,
a astrologia dos caldeus e dos babilônios, as genealogias
dos persas, os mistérios religiosos orientais referentes aos rituais de purificação
da alma, etc. A Filosofia teria nascido pelas transformações que os gregos
impuseram a esses conhecimentos.
Dessa forma, da
agrimensura, os gregos fizeram nascer duas ciências:
A aritmética e a
geometria;
Da astrologia, fizeram surgir também duas ciências:
A astronomia e a
meteorologia;
Das genealogias, fizeram surgir mais uma outra ciência:
A história; dos mistérios religiosos de purificação da alma, fizeram surgir as
teorias filosóficas sobre a natureza e o destino da alma humana.
Todos esses
conhecimentos teriam propiciado o aparecimento da Filosofia, isto é, da
cosmologia, de sorte que a Filosofia só teria podido nascer graças as saber oriental.
Essa idéia de uma filiação oriental da Filosofia foi muito defendida oito
séculos depois de seu nascimento (durante os séculos II e III depois de
Cristo), no período do Império Romano. Quem a defendia? Os pensadores judaicos,
como Filo de Alexandria, e os Padres da Igreja, como Eusébio de Cesaréia e
Clemente de Alexandria.
Por que defendiam a
origem oriental da Filosofia grega? Pelo seguinte motivo: a Filosofia grega
tornara-se, em toda a Antigüidade clássica, e para os poderosos da época, os
romanos, a forma superior ou mais elevada do pensamento e da moral.
Os judeus, para
valorizar seu pensamento, desejavam que a Filosofia tivesse uma origem
oriental, dizendo que o pensamento de filósofos importantes, como Platão, tinha
surgido no Egito, onde se originara o pensamento de Moisés, de modo que havia
uma ligação entre a Filosofia grega e a Bíblia.
Os Padres da Igreja,
por sua vez, queriam mostrar que os ensinamentos de Jesus eram elevados e
perfeitos, não eram superstição, nem primitivos e incultos, e por isso
mostravam que os filósofos gregos estavam filiados a correntes de pensamento
místico e oriental e, dessa maneira, estariam próximos do cristianismo, que é
uma religião oriental.
No entanto, nem todos
aceitaram a tese chamada “orientalista”, e muitos, sobretudo no século XIX da
nossa era, passaram a falar na Filosofia como sendo o “milagre grego”.
Com a palavra
“milagre” queriam dizer várias coisas:
Que a Filosofia
surgiu inesperada e espantosamente na Grécia, sem que nada anterior a
preparasse;
Que a Filosofia grega
foi um acontecimento espontâneo, único e sem par, como é próprio de um milagre;
Que os gregos foram
um povo excepcional, sem nenhum outro semelhante a eles, nem antes e nem depois
deles, e por isso somente eles poderiam ter sido capazes de criar a Filosofia,
como foram os únicos a criar as ciências e a dar às artes uma elevação que
nenhum outro povo conseguiu, nem antes e nem depois deles.
Referências:
CHAUÍ, Maria Helena. Covite à Filosofia. E. Ática, São Paulo, 2000.
Aula 1 - Filosofia
- Da Mitologia à Filosofia: Rupturas e Continuidades
TEXTO COMPLEMENTAR
Mito e Filosofia
O homem pode ser
identificado e caracterizado como um ser que pensa e cria explicações. Criando
explicações, cria pensamentos. Na criação do pensamento, estão presentes tanto
o mito como a racionalidade, ou seja, a base mitológica, enquanto pensamento
por figuras, e a base racional, enquanto pensamento por conceitos. Esses
elementos são constituintes do processo de formação do conhecimento filosófico.
Este fato não pode deixar de ser considerado, pois é a partir dele que o homem
desenvolve suas ideias, cria sistemas, elabora leis, códigos, práticas.
Compreender que o surgimento
do pensamento racional, conceitual, entre os gregos, foi decisivo no
desenvolvimento da cultura da civilização ocidental é condição para que se
entenda a conquista da autonomia da razão (lógos) diante do mito. Isso marca o
advento de uma etapa fundamental na história do pensamento e do desenvolvimento
de todas as concepções científicas produzidas ao longo da história humana.
O conhecimento de como isso
se deu e quais foram as condições que permitiram a passagem do mito à filosofia
elucidam uma das questões fundamentais para a compreensão das grandes linhas de
pensamento que dominam todas as nossas tradições culturais. Deste modo, é de
fundamental importância que o estudante do Ensino Médio conheça o contexto
histórico e político do surgimento da filosofia e o que ela significou para a
cultura. Esta passagem do pensamento mítico ao pensamento racional no contexto
grego é importante para que o estudante perceba que os mesmos conflitos entre
mito e razão, vividos pelos gregos, são problemas presentes, ainda hoje, em
nossa sociedade, na qual a própria ciência depara-se com o elemento da crença
mitológica ao apresentar-se como neutra, escondendo interesses políticos ou
econômicos em sua roupagem sistemática, por exemplo.
Ao escrever sobre o conteúdo
estruturante Mito e Filosofia, os autores preocupam-se em desenvolver textos
que permitam aos estudantes de filosofia fazerem a experiência filosófica a
partir de três recortes, que são: Mito e Filosofia; O Deserto do Real; Ironia e
Filosofia. Além destes, muitos outros recortes são possíveis dentro deste
Conteúdo Estruturante.
Mito e Filosofia: trata do
problema da ordem e da desordem no mundo. O homem, ao procurar a ordem do
mundo, cria tanto o mito como a filosofia. Muitos povos da antiguidade
experimentaram o mito, que é um pensamento por imagens. Os gregos também
fizeram a experiência de ordenar o mundo por meio do Mito. Estes perceberam que
o Mito era um jeito de ordenar o mundo. A experiência política grega, ao longo
dos anos, trouxe a possibilidade do pensamento como logos (razão), pois a vida
na pólis impôs exigências que o mito já não satisfazia. Mas será que com a
filosofia o mito desaparece? Será que em nossa sociedade ainda nos orientamos
pelo pensamento mítico? Além dessas e outras questões, esse conteúdo procurará
as conexões sociológicas e históricas para entender o mito e o nascimento da
filosofia na Grécia.
O Deserto do Real: trata do
problema da distinção entre pensamento crítico e não crítico. O que é real, o
que parece ser real? É proposto que se pense na realidade virtual,
tão presente em nosso cotidiano. Quais as consequências disso para a
constituição do nosso pensamento? Além disso, trata-se da condição histórica do
surgimento da Filosofia, o que nos permite perceber a importância da Filosofia
para a constituição da democracia e do pensamento político. O texto propõe
interdisciplinaridade com a Sociologia e a História.
Ironia e Filosofia: propõe a
ironia como experiência do método filosófico. Basta olhar para nosso dia-a-dia
para perceber a ironia. O mundo é irônico, enquanto alguns se fecham em suas
casas outros estão presos em sua condição social. É neste contexto que a ironia
torna-se uma possibilidade de exercício do pensamento filosófico. Sócrates é
apresentado como o primeiro filósofo a utilizar a ironia para levar seus
discípulos rumo à aporia para que melhor se apropriassem do pensamento, a
maiêutica. Além de Sócrates, Marx é um filósofo que mostra a sociedade
capitalista como sendo uma grande ironia, com seus ideais de liberdade e democracia,
mas que de fato não dá a todos esse direito. A música e a literatura são
possibilidades de se desenvolver a ironia, seja para lutar contra o poder
político autoritário, seja para questionar e criticar a sociedade burguesa
falso moralista e conservadora.
Os autores apresentam propostas de atividades
que podem possibilitar o exercício do pensamento, do estudo e da criação de
conceitos. Essas atividades levam estudantes e professores a filosofar por meio
dos conteúdos da História da Filosofia.
Esse exercício do filosofar
ocorrerá por meio da leitura, do debate, da argumentação, da exposição e
análise do pensamento. A escrita constitui-se como elemento importante de
registro e sistematização, sem a qual o discurso pode perder-se no vazio. É
importante lembrar que o processo do filosofar se dá por meio da investigação
na qual estudantes e professores descobrem problemas, mobilizam-se na obten-
ção de soluções filosóficas, estudam a História da Filosofia buscando no
trabalho com os conceitos o caminho do filosofar e recriar conceitos. FONTES: Filosofia / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. –
336 p ASSISTIR MAIS EM: https://www.youtube.com/playlist?list=PLGEYBxymOsE523yp54yrjvaJmv3PsEjF6
Qualquer atividade educacional que se queira intencional e eficaz tem claros os pressupostos teóricos que orientam a ação. Ao elaborar leis, fundar uma escola, preparar o planejamento escolar ou enfrentar dificuldades específicas em sala de aula, é preciso ter clareza a respeito da teoria que permeia as decisões. No entanto, é comum observarmos o "espontaneismo", resultado da devida dicotomia entre teoria e prática, porque o professor não foi adequadamente informado a respeito da teoria ou porque não sabe como integrá´lo à prática efetiva.
Vejamos alguns exemplos: uma escola de ensino médio que oferece, a cada semana, dez aulas de química, uma de história e nenhuma de filosofia; uma sala de aula para crianças em que as carteiras estão fixadas no chão; um professor que prefere estimular pesquisas em grupo e outro que privilegia a exposição oral; alguém que lamenta o fato de não se ensinar mais em latim no colégio; um professor que exige leitura extra-classe, uma que faz a chamada oral com frequência e outro que dá pouca ênfase às avaliações.
Todos esses aspetos resultam de concepções -tematizadas ou não- que colocam primeiramente, as seguintes questões: Que tipo de pessoa se quer formar? Para qual sociedade? A partir da da elucidação da base antropológica, passamos para a seleção de conteúdos a serem transmitidos: O que ensinar? Só então se colocam questões metodológicas: como ensinar? Podemos concluir que a escolha e - quer o professor saiba, quer não, depende de determinada concepção de ser humano e de sociedade, concepção esta que não é neutra, por estar impregnada da visão política que a anima.
Desse modo, os procedimentos específicos usados em sala de aula adquirem sentido a partir do esclarecimento dos pressupostos antropológicos e axiológicos bem como da sua coerência ou incoerência com o método e com o conteúdo escolhidos.
Dependendo das respostas dadas a essas questões teóricas, podemos compreender as diversas propostas pedagógicas e as consequências delas para a práxis educativa, sejam da escola tradicional, sejam da escola renovada, da tecnicista, da libertária, e assim por diante.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. 3 ed. rev. e ampl. - São Paulo; Moderna 2006.
“A educação está em constante movimento e não combina com repouso”. A observação é do filósofo, mestre e doutor em Educação, Mario Sergio Cortella, que defende que “as pessoas não são resistentes à mudança, mas não têm a formação necessária para chegar a esse processo”. Ele diz acreditar que, “para se aproximar do êxito, é preciso estar mais atento às oportunidades e aproveitá-las. Essa busca exige a capacidade de ser audacioso, sem cair na postura do aventureiro”.
Os pontos que cada professor deve buscar refletir em sua
formação são:
Comprometimento: estar atento às mudanças políticas e
sociais, bem como às mudanças que acontecem dentro do seu ambiente de trabalho;
Competência: ser um profissional que se interesse pelo
novo e que busque sempre outras metodologias visando à melhoria na
aprendizagem;
Crítica: ter valores bem resolvidos, fazendo com que seus
alunos obtenham direção para transformar-se em pessoas melhores e,
consequentemente, formar uma sociedade pensante;
Abertura a mudanças: em se tratando de inserir novas
tecnologias dentro de sala de aula, é necessário que o docente esteja apto a
aceitar tais novidades.
Exigência: que busque de seus alunos sempre mais,
instigando e incentivando a aquisição contínua de conhecimento. Interatividade: que consiga trocar informações e
experiências com todo o corpo docente, os alunos e até mesmo os pais,
resultando em uma educação em que todos têm voz ativa para expor suas ideias.
In: Formação Continuada de Professores e Especialistas em Educação: UNESCO.
Nos vídeos que seguem, fiz uma seleção de vídeos curtos
onde Mário Sérgio Cortella reflete sobre vários assuntos ligada à educação, disciplina,
formação de professores, relação professores/pais, convivência e ética...
confirem:
COMO SER UM BOM PROFESSOR?
SER UM BOM PROFESSOR
DISCIPLINA NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
O PAPEL DOS PAIS E DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
O mundo, hoje, precisa de ideias! Está envolvido com dilemas éticos gravíssimos, no campo político, econômico e moral, e para solucionar seus problemas precisa da reflexão filosófica. Reflexões sobre o mistério da natureza humana e do universo o destino da humanidade, a maturidade e a plenitude do ser estão por trás desses dilemas, e ainda é, e sempre foi, a essência da filosofia, o pensar e discutir idéias e conceitos sobre os quais a ciência pode apenas especular. É importante lembrar que a própria Ciência foi criação dos filósofos empiristas, que propuseram os métodos que todos nós ainda usamos hoje para separar a verdade das teorias sem fundamento, que é o assim chamado método científico [...] [http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-filoeduc.html]
A Univesp TV, apresenta nos vídeos seguintes, uma síntese da contribuição e a influência de alguns filósofos na educação atual.
ARISTÓTELES
Aluno da Academia de Platão
e crítico da "Teoria das Ideias", Aristóteles foi um grande
sistematizador. Fundou sua própria escola baseada nas ciências naturais e
acreditava que todos os seres do mundo tem semelhanças entre si (vivo ou
não-vivo). O programa mostra a vida e as idéias desse importante filósofo. Ver mais em: http://docenteinovador.blogspot.com.br/p/aristoteles.html
Como o filósofo francês René
Descartes desenvolveu o método investigativo e como ele revolucionou o
pensamento filosófico e cientifico. Foi considerado o Pai da Filosofia Moderna.
ROUSSEAU
Vídeo sobre as ideias de Rousseau, o primeiro
filósofo a entender a infância como um momento importante da vida.
PRAGMATISMO
O programa explica o que é
pragmatismo -- considerado uma corrente filosófica original - e como os
filósofos William James e Charles Peirce desenvolveram este método.
O programa conta quem foi
Lev Vigotski e quais são as idéias que influenciaram o pensamento sobre
educação, principalmente sobre o desenvolvimento da linguagem.
Emergência de um novo paradigma para responder os
desafios da educação atual
Monografia do Curso de Pós-Graduação Lato-Senso - Especialização em
Administração, Supervisão, e Orientação Educacional da Universidade Católica de
Petrópolis, Para obtenção
do grau de Pós-Graduado.
Resumo
A
presente monografia, cujo título “Desafios da Gestão Democrática na Escola
Pública: emergência de um novo paradigma para responder os desafios da educação
atual”, é o resultado de um longo período de estudo e aprendizagem que se
materializa agora nesse estudo em particular, mais aprofundado do tema, cujo
objetivo é entender os paradoxos inerentes a implementação da gestão
democrática nas escolas públicas, na tentativa de desvendar as melhores
soluções para os desafios que a educação impõe atualmente. O objeto central do
trabalho é a gestão democrática, que se efetiva através de uma liderança também
democrática, como facilitadora da participação na construção de uma educação
plural e emancipatória, garantindo assim, a igualdade e a equidade nos
estabelecimentos de ensino públicos. O trabalho foi realizado por meio de
pesquisa bibliográfica, na qual foram utilizadas como fontes de estudo obras de
importância capital sobre o tema: livros, artigos acadêmicos, dissertações e
revistas pedagógicas, além de sites que abordam o tema. Nosso objetivo
principal é analisar o conceito e os fundamentos da efetiva operacionalização
da gestão escolar e da liderança democrática, por meio da exploração da
natureza e dos limites das ações dos intervenientes no processo da gestão, ou
seja, a comunidade escolar, sem esquecer a comunidade extraescolar,
representada pelos pais, a família, instituições afins, e todos que se
interessam pela gestão escolar de uma perspectiva democrática e
participativa.
Palavras-chave:
Gestão democrática; liderança democrática; escola pública; emancipatória;
igualdade e equidade; comunidade.
Para
ter acesso ao trabalho na íntegra, clique no seguinte link:
Vemos atualmente em
várias escolas a antecipação da escrita com letra cursiva em crianças muito
pequenas. Com a desculpa de estarem apenas estimulando os pequenos, sem
cobrança, os professores vão mostrando as letras e seus traçados. Acontece que
crianças na faixa de três, quatro anos ainda não possuem maturidade intelectual
para assimilarem tais conceitos. Porém, estão ávidos por aprender, copiam tudo
o que os professores fazem, repetem seus gestos e tentam escrever "do seu
jeitinho".
É fato que as
crianças de hoje estão bem mais espertas, mais ligadas e "antenadas"
com o mundo, mas ainda são crianças e agem como tal. Ao ver o traçado de uma
vogal cursiva, por exemplo, vão tentar copiá-la. Vão fazê-lo como copiam um
desenho. Através da sua sensibilidade, do seu olhar para a figura. Acontece que
as letras tem um traçado preestabelecido, um lugar para começar e terminar. Uma
sequencia que a maioria das crianças nessa idade ainda não é capaz de perceber.
Os professores podem até dizer que ensinam o movimento correto, ou até que não
ensinam porque essa etapa é apenas de visualização, de identificação, mas as
crianças vão tentar escrever. Algumas vão se sentir fascinadas por escrever com
a letra cursiva, mas podem acabar fazendo o movimento errado das letras.
O traçado realizado
de modo incorreto pode ser levado adiante para os anos seguintes e todo o
trabalho da professora do primeiro ano, que é quem é realmente responsável por
ensinar o movimento das letras cusivas, pode ser tornar mais complicado, pois a
criança já vai estar escrevendo com o traçado errado há muito tempo, o que
torna bastante difícil a sua correção.
Enquanto professora do primeiro ano eu já havia percebido isso, mas ainda
continuo escutando de outras colegas que lecionam nessa fase, de que já fizeram
de tudo para que a criança fizesse o traçado das letras a, q, f, entre outras
cursivas, corretamente, mas que não tiveram sucesso e, com isso, o aluno seguiu
para a série posterior com o traçado errado, agravando a situação nas séries
seguintes.Ocorre que o traçado das letras cursivas realizado de maneira
incorreta torna a escrita cada vez mais cansativa, difícil e, em alguns casos,
até ilegível.
Além de professora
alfabetizadora há mais de vinte anos, sou mãe de três filhos. O mais velho, na
época da educação infantil fazia uma confusão enorme com as letras "do seu
jeitinho". A escola utilizava a letra script (bastão minúscula) e ele, ao
identificá-las quando escrevia, confundia muitas delas, pois tinham o traçado
parecido (n/h – a/d – d/q...). Isso fez com que ele desistisse de tentar. Dizia
que não sabia. Não queria escrever, nem tentava ler. Ainda bem que não o
fizeram escrever o nome completo na educação infantil, pois tratava-se de um
nome composto, grande, cheio de fonemas complexos para ele (br, h, qu, l e n
invertidos). Na alfabetização, em outra escola, utilizaram a letra bastão
maiúscula (caixa alta) e foi ótimo. As letras de fácil identificação o
estimularam a escrever e, paralelo a isso, foram trabalhados os diversos
traçados, ou seja, os movimentos necessários para a escrita das letras
cursivas. Ele foi mudando aos poucos, no seu ritmo e, na metado de ano letivo
já escrevia corretamente todo o alfabeto cursivo, maiúsculo e minúsculo, bem
como conseguia se expressar com autonomia utilizando essas letras.
Minha filha do meio aprendeu a ler aos quatro anos, observando as atividades do
irmão mais velho que se alfabetizava. Sempre foi muito esperta e copiava tudo o
que via. Mas era uma criança de quatro anos que, como todas as outras, gostava
de brincar, de desenhar... A escola utilizava a letra bastão maiúscula e ela
nessa época já escrevia muito bem com essas letras. Porém, ainda não tinha
domínio total do espaço gráfico quando este se tornava mais restrito (como a
pauta de um caderno) nem fazia ainda os traçados curvos corretamente nesses
espaços. Na fase anterior a alfabetização, aos cinco anos, como ela já lia
fluentemente e escrevia de forma alfabética, a professora a estimulou a
escrever com a letra cursiva, que ela aprendeu com rapidez, pois estava ávida
por isso e queria saber cada vez mais. Porém, a professora não se preocupou em
ensinar-lá os traçados independente das letras cursivas, um a um, movimento a
movimento, volta por volta. Mostrou as letras, mostrou como são escritas, o como
fazer, mas uma letra já emendada na outra. As noções matemáticas foram bem
trabalhadas, bem como todas as outras habilidades necessárias para que minha
filha se tornasse uma leitura competente.
Atualmente meu filho já está na segunda etapa do ensino fundamental. Ótimo,
organizado, caprichoso. Sua letra é perfeitamente legível e seu traçado é
rápido e correto. Não apresenta nenhum problema para registrar suas produções.
Escreve e lê com muita facilidade. Minha filha do meio, que termina a primeira
etapa do ensino fundamental, continua bastante esperta, suas notas são boas,
mas sua escrita cursiva não é de todo correta. Algumas letras são escritas
ainda com o movimento errado e provavelmente continuarão, pois não há mais
tempo para a correção desses traçados.
Minha filha caçula
está ainda na educação infantil. Também bastante esperta, já começa a se
interessar pela leitura e pela escrita. Aos quatro anos, adora desenhar, pintar
e "escrever". Usa a letra bastão maiúscula e tenta hipóteses para a
escrita que segue ora silábica, ora silábico-alfabética. Minha preocupação com
os traçados continua. Outro dia ela resolveu fazer as vogais e meu espanto foi
enorme. Estavam corretas no sentido de que ela sabia associar o som a letra,
bem como a figura correspondente, porém, o traçado estava totalmente errado,
pois ela fez de maneira independente, só de olhar.
Fica aqui o meu alerta! Professoras, respeitem as etapas de desenvolvimento das
crianças. A Educação Infantil é uma fase de desenvolvimento de HABILIDADES.
Habilidades estas necessárias para a aquisição dos conteúdos a serem
trabalhados no Ensino Fundamental. Não cobrem uma letra perfeita nem entupam as
crianças com conteúdos na Educação Infantil! Informem-se, conheçam os
Parâmetros Curriculares da Educação Infantil e vejam quais são as necessidades
das crianças nessa fase!
Não acredito que a
coordenação motora fina deva ser desenvolvida através do treino de escrita com
letra cursiva. Existem muitas atividades mais divertidas que estimulam a
coordenação: brincar com massinha, cortar e recortar papel, desenhar e colorir.
Utilizar o mouse no computador, fazer atividades utilizando o paint, tudo isso
trabalha a coordenação motora fina, pois o cérebro se adapta às necessidades do
corpo!
Não sou contra o
ensino da letra cursiva, muito pelo contrário, só não acho que ele deva ser
antecipado ou cobrado antes da criança estar realmente alfabetizada. Primeiro
temos que formar leitores e escritores, para depois formarmos bons calígrafos.
Alguns alunos são
capazes de escrever o próprio nome com letra cursiva desde bem pequenos, mas
não são regra. Não devemos impedir a aprendizagem desses alunos, mas tudo deve
se dar de maneira bem natural, ensinado de forma correta, aceitando cada
tentativa de aprendizagem, sem cobranças.
A educação Infantil é momento de cortar, colar, rasgar, pintar, pular, correr,
trabalhar o movimento de pinça, a coordenação motora fina e ampla, a percepção
visual e auditiva, a observação, a consciência fonológica, a oralidade, o
domínio do esquema corporal, a memorização, a concentração, a atenção e tantas
outras habilidades que lhe serão muito úteis e necessárias na continuidade da
sua escolarização. Queimar etapas é privar a criança de experiências realmente
necessárias e prazerozas que só trarão benefícios para essa mesma criança mais
tarde.
IDCP - Instituto de
desenvolvimento e Capacitação Profissional
Transformando nossos sonhos de educação em realidade
[1] Luciana
Martins Maia - Professora, jornalista, pedagoga, especialista em
Alfabetização, pós graduada em Avaliação Educacional e Gestão Integrada da
Educação (Gestão / Supervisão / Orientação Educacional), MBA em Gestão
Estratégica da Educação. Palestrante nas áreas de Alfabetização, Avaliação
Educacional e Gestão da Qualidade na Educação. Possui mais de 20 anos de
experiência como professora alfabetizadora, coordenadora pedagógica, além
de atuação na formação de docentes. Atualmente está a frente do IDCP (Instituto
de Desenvolvimento e Capacitação Profissional), dirigindo e ministrando cursos.
Também realiza consultoria para diversas instituições educacionais. contato:luciana@idcpro.com.br /
site: www.idcpro.com.br)
MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS
E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM
Quem foi Haward Gardner?
Formado em psicologia e neurologia, professor na universidade de Harvard. Em
1980 começa um estudo aprofundado da inteligência que ficou conhecido com
Inteligências Múltiplas. Howard Gardner é o cientista das Inteligências
Múltiplas...
De acordo com
Gardner, a Teoria da I M, é uma alternativa ao conceito de inteligência como
uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma
performance, maior ou menor em qualquer área de atuação.
INTELIGÊNCIA
“É um potencial biopsicológico
para processar informações que pode ser ativado para solucionar problemas ou
criar produtos que sejam valorizados numa cultura” (Gardner, 2000)
“As inteligências vêm da
combinação da herança genética do indivíduo com as condições de vida numa
cultura e numa era dada.” (Gardner, 2000) INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
Apoia em novas descobertas
neurológicas procedidas em Harvard e outras universidades dos EUA, mudando as
linhas de conhecimento neurológico sobre a mente humana. Não é o primeiro
modelo a sugerir que existem formas diferentes de ser inteligente. Nos últimos
200 anos surgiram várias teorias classificando de 1 a 150 tipos de
inteligências.
PREMISSA PARA OS ESTUDOS
O comportamento
inteligente pode ser mais bem visualizado observando as mais altas conquistas
da civilização.
Todas as pessoas possuem as várias inteligências; ü
A maioria das pessoas pode desenvolver cada inteligência num nível mais
adequado de competência; ü As inteligências funcionam juntas de
maneira complexa; ü Existem muitas maneiras de ser
inteligente em cada categoria.
POR QUÊ O MODELO DE GARDNER
É IMPORTANTE?
Baseia em pesquisas
realizadas numa ampla variedade de campos (antropologia, psicologia cognitiva,
psicologia de desenvolvimento...).
Para que cada inteligência
possa fazer parte da teoria é necessário que ela satisfaça a quatro requisitos
básicos:
1. Habilidade em simbolizar ou descrever ideias e experiências
através de representações.
2. Inteligência não é uma característica absoluta
fixada no nascimento que permanece estável.
3. Para ser viável, qualquer teoria
de inteligência precisa ser enraizada na psicologia da estrutura cerebral.
4. O
comportamento inteligente pode ser mais bem visualizado observando as mais
altas conquistas da civilização.
Inclui a capacidade de manipular a sintaxe
ou a estrutura da linguagem, a semântica ou os significados da linguagem, suas
dimensões pragmáticas e seus usos práticos Políticos, jornalistas, poetas,
escritores exibem com mais destaque essa inteligência. Vocabulário Linguagem.
INTELIGÊNCIA
LÓGICO-MATEMÁTICA
Inclui sensibilidade a padrões e
relacionamentos lógicos, afirmações e proposições, funções e outras abstrações
relacionadas É a inteligência característica de engenheiros, matemáticos e
cientistas. Lógico-Matemática Musical.
INTELIGÊNCIA ESPACIAL
Inclui a capacidade de visualizar, de
representar graficamente ideias visuais ou espaciais e de orientar-se
apropriadamente em uma matriz espacial. É a inteligência de artistas plásticos,
navegadores, pilotos, arquitetos.
INTELIGÊNCIA
CORPORAL-CINESTÉSICA
Perícia no uso do corpo todo para expressar
ideias e sentimentos e facilidade no uso das partes do corpo para produzir ou
transformar coisas. “A persistência é o caminho do êxito” Charles Spencer
Chaplin.
INTELIGÊNCIA SONORA OU
MUSICAL
Capacidade de perceber, discriminar,
transformar e expressar formas musicais. -Inteligência percebida em crianças;
-Estudo com pessoas surdas.
INTELIGÊNCIA NATURALISTA
Perícia no
reconhecimento e classificação das numerosas espécies do meio ambiente do
indivíduo. É a inteligência dos envolvidos em causas ecológicas, como os
ambientalistas, espiritualistas, artistas.
INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL
Capacidade de
perceber e fazer distinções no humor, intenções, motivações e sentimentos das
outras pessoas. É a inteligência comum em líderes, terapeutas, políticos,
religiosos, professores, vendedores, que sabem identificar expectativas,
desejos e motivações de outras pessoas.
INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL
Autoconhecimento e a capacidade de agir
adaptativamente com base neste conhecimento. Também é capacidade de superar os
impulsos instintivos (auto-controle). Intra e Interpessoal.
INTELIGÊNCIA EXISTENCIAL
Capacidade de
situar-se ao alcance do compreensão integral do cosmos, do infinito, assim como
a capacidade de compreender a existência humana.
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
A mais nova
inteligência adicionada à lista está sendo estudada por Gardner. Refere-se à
preocupação e formulação de perguntas sobre a vida, a morte, o universo. É a
inteligência de religiosos, líderes espirituais, devotos etc.
COMO RECONHECER AS
INTELIGÊNCIAS EM NOSSOS ALUNOS Para Gardner, os alunos apresentam traços
integrados de diferentes inteligências e, dessa forma, não é possível
enquadra-los em apenas uma ou duas. Observando os alunos, podemos notar:
ALUNOS COM ACENTUADA INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA ; ALUNOS COM
DESTACADA INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL; ALUNOS COM
FORTE INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA; ALUNOS COM
FORTE SENSIBILIDADE INTERPESSOAL; ALUNOS COM
AGUDA SENSIBILIDADE VÍSUO-ESPACIAL; ALUNOS COM BOA
INTELIGÊNCIA NATURALISTA; ALUNOS COM FORTE TENDÊNCIA SONORA OU
MUSICAL ; ALUNOS COM DESTACADA INTELIGÊNCIA CINESTÉSICA.
DESCREVENDO AS
INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NOS ALUNOS
• Observações e listas de verificações; •
Reunir documentos; • Examinar os registros escolares; • Conversar com outros
professores; • Conversar com os pais; • Perguntar aos alunos; • Preparar
atividades especiais.
PROFESSOR DE IM X PROFESSOR
TRADICIONAL Tradicional: faz uma apresentação expositiva para a turma, escreve
na lousa, faz perguntas aos alunos e espera enquanto os alunos terminam seu
trabalho escrito. Inteligência Múltiplas: o professor muda continuamente seu
método de apresentação, de linguístico para espacial e para musical, e assim
por diante, combinando as inteligências de maneira criativa. A teoria das IM
inclui essencialmente aquilo que os bons professores sempre fizeram em seu
ensino: ir além do texto e do quadro negro para despertar a mente dos alunos.
O QUE A TEORIA OFERECE AOS
PROFESSORES?
Oferece uma maneira
para todos os professores refletirem sobre seus métodos de ensino e
compreenderem por que esses métodos funcionam ou porque funcionam bem para
alguns alunos e para outros não. Ajuda os professores a expandirem seu atual
repertório de ensino, de modo a incluir uma variedade mais ampla de métodos,
materiais e técnicas e atingir uma gama cada vez maior e mais diversa de
aprendizes.
FOLHA DE PLANEJAMENTO DE IM
Lógico-matemática INTELIGÊNCIAS Espacial Musical Corporal - Cinestésica
Interpessoal Intrapessoal Naturalista Lingüística.
PERGUNTAS DE PLANEJAMENTO
DE IM
Como posso introduzir
números, cálculos, lógica, classificações ou habilidades de pensamento crítico?
OBJETIVO Como posso usar recursos visuais, visualização, cor, arte ou metáfora?
Como posso introduzir a música ou os sons ambientais? Como posso envolver todo
o corpo ou usar experiências práticas? Como posso usar a palavra falada ou
escrita? Como posso incluir a natureza? Como posso evocar memórias pessoais ou
deixar os alunos escolherem? Como posso fazer com que os alunos compartilhem
coisas com os colegas?
MATERIAIS E MÉTODOS BÁSICOS
DE ENSINO QUE PRIVILEGIAM TODAS AS DIFERENTES INTELIGÊNCIAS DOS ALUNOS. INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA
Palestras; • Discussões em grupos; • Livros; •
Folhas de respostas; • Manuais; • Atividades escritas; • Jogos de palavras; •
Debates; • Trabalho com a leitura; • Criação de textos escritos; • Participação
oral espontânea; • Apresentação expositiva dos alunos.
INTELIGÊNCIA
LÓGICO-MATEMÁTICA
Problemas matemáticos
no quadro; • Demonstrações científicas; • Exercícios de resolução de problemas;
• Criação de códigos; • Apresentação sequencial de um assunto; • Enigmas e
jogos lógicos.
INTELIGÊNCIA ESPACIAL
Gráficos, diagramas e
mapas; • Fotografias; • Vídeos, slides e filmes; • Narração imaginativa de
histórias; • Pintura, colagem e outras artes visuais; • Apreciação artística; •
Labirintos e quebra-cabeças visuais. INTELIGÊNCIA CORPORAL
CINESTÉSICA
Mímica; • Jogos
competitivos e cooperativos; • Atividades de educação física; • Exercícios de
relaxamento físico; • Uso da linguagem corporal; • Uso da linguagem de sinais
para se comunicar. INTELIGÊNCIA MUSICAL
Tocar música gravada; •
Cantar ou assoviar; • Tocar algum instrumento musical; • Cantar em grupo; •
Usar música de fundo; • Criação de melodias; • Vincular melodias antigas e
conceitos; • Apreciação musical. INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL
Interação; •
Programas interativos; • Festas e reuniões sociais como um contexto de
aprendizagem; • Envolvimento na comunidade; • Ensinar os colegas; • Mediação de
conflitos; • Clubes acadêmicos. INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL
Estudo independente;
• Projetos e jogos individualizados; • Espaços privados para estudo; •
Instrução programada de auto-estudo; • Manutenção de um diário; • Atividades de
auto-estima; • Exposição a currículos inspirativos e motivadores. INTELIGÊNCIA NATURALISTA
Aquários e outros
ecossistemas portáteis; • Jardinagem; • Animal de estimação na sala de aula; •
Instrumentos para estudar a natureza; • Plantas como acessórios; • Caminhadas
ao ar livre; • Estação meteorológica na sala de aula.
ALERTA
Não existe um conjunto
de estratégias de ensino que funciona melhor para todos os alunos. Cada criança
tem inclinações e diferentes inteligências, de modo que qualquer estratégia
será muito bem-sucedida com um grupo de alunos e nem tão bem-sucedida com
outros...
ANTUNES, Celso. Como identificar em você e em seus alunos as
inteligências múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2001. ARMSTRONG, Thomas.
Inteligências Múltiplas na sala de aula. Porto Alegre: Artmed, 2001.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.